Um Mercado Emergente é um país onde a política tem, no mínimo,a mesma importância que a economia

“Na Arena com os Leões” – evento discutiu o ecossistema da inovação no universo da publicidade
18 de maio de 2017
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS REGULAMENTA LEI DE CROWDFUNDING DE INVESTIMENTO
17 de julho de 2017

Um Mercado Emergente é um país onde a política tem, no mínimo, a mesma importância que a economia.
Ian Bremmer

por Vita Investimentos

No mês de junho, estará em cartaz nos cinemas o filme sobre a história do Plano Real, uma das maiores conquistas do Brasil nos últimos 50 anos. A moeda REAL começou a circular em 1 julho de 1994 (meses depois do plano ter sido implementado). Como o Brasil é o país dos juros, quem investiu R$ 100 tem hoje R$ 4.800 ( em bolsa seriam R$1.600 ).

As turbulências deste último mês explicam de forma clara por que o Brasil é um Mercado Emergente e porque os juros são tão difíceis de cair: a política é bastante instável e costuma ter grande impacto nos mercados e na economia. O abalo político que vimos por enquanto não altera nossas perspectivas de longo prazo para a economia e para os preços dos ativos. Contudo, nível de incerteza de curto prazo no leva a uma variedade de cenários possíveis até a eleição de 2018 ( carta extraordinária Maio/17 ).


Brasil: Difícil ficar entediado


Juros – Mantemos nossa preferência por taxas pós-fixadas, porém atentos a boas oportunidades de aplicação em taxas pré-fixadas de curto prazo, caso o mercado volte a dar sinais de stress similares às últimas semanas. Acreditamos que o Banco Central seguirá sua estratégia de cortes de juros, uma vez que a economia segue fraca e a inflação, em queda. Quanto maiores as chances de as reformas não serem aprovadas, piores serão as expectativas de recuperação da economia e das contas públicas.


Dólar – Também seguimos preferindo posições compradas em Dólar. A volatilidade das últimas semanas destacou a importância desta posição como defesa para os investimentos em Renda Fixa e Bolsa. Não por acaso, esta proteção se tornou ainda mais relevante, agora que se discute a dificuldade de o governo aprovar as reformas econômicas.

Bolsa – Esta é a classe de ativos mais sensível ao cenário político e, no curto prazo, sem tendência clara de
melhora/piora generalizada no valor das ações. Ainda é necessária uma seleção cautelosa de ações.
Sugerimos foco especial naquelas com balanços saudáveis e poucas dívidas, além de ações com receitas
vinculadas ao Dólar.

Cenário Externo: A maré levanta todos os barcos, mas preferimos Europa


Este foi um mês com relativamente poucas novidades no cenário global. Os EUA seguem em seu lento ciclo de recuperação (que já é um dos mais longos da história), com retornos positivos em quase todas as classes de ativos – bolsa, juros e crédito. Neste cenário, e com juros ainda baixíssimos, seguimos acreditando que renda variável é o ativo que mais tende a se beneficiar desta dinâmica.

Na Europa, os sinais têm sido na direção de uma maior integração entre os países da Zona do Euro e perda de força dos movimentos populistas (o teste “final” será nas eleições da Alemanha em setembro).
Diferentemente dos EUA, porém, os ativos desta região ainda não tiveram recuperação em magnitude semelhante e isso justifica nossa preferência internacional por ações na Europa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

um × três =