Cenário Econômico no Brasil e exteiror

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Por: Vita Investimentos

No ano de 2003, após a “Carta aos Brasileiros” e a posse do presidente Lula, a bolsa brasileira subiu 100% (de 11.000 para 22.000 pontos). Isso já parecia algo impressionante e difícil de ser repetido. Alguns investidores venderam suas posições para colocar os lucros no bolso. Porém, o que se viu em 2004 foi uma nova alta, dessa vez de “apenas” 18%. Alguns investidores que ainda mantinham suas posições pensaram que dessa vez era a hora de realizar os lucros. O que se seguiu foi, do início de 2005 até o final de 2007, a bolsa subindo mais 143%. Esse fato se deveu a um momento global favorável de commodities, um crescimento econômico global coordenado (entre países desenvolvidos e emergentes), além da mudança de patamar da economia brasileira.

Acreditamos que podemos estar diante de algo parecido neste momento no Brasil. O movimento não terá a magnitude vista entre 2003 / 2007 pois a economia global não cresce com tanta exuberância, as commodities não estão mais no seu pico de ciclo e a economia brasileira se recupera da maior crise econômica de sua história de forma ainda lenta. Apesar das altas de 39% ano passado e 19% esse ano (até aqui), ainda estamos otimistas para o cenário da bolsa para os próximos 2 a 3 anos.

Os juros em níveis baixos, o ganho de eficiência das empresas (que tiveram que reduzir suas dívidas e quadros de funcionários na crise), o início da recuperação do consumo aliado a algumas reformas que o governo vem conseguindo passar (como a trabalhista, por exemplo) são alguns dos fatores que justificam nossa visão para o mercado de ações.

Brasil: Navegando em juros baixos

Desde o começo do ano, temos recomendado aos nossos clientes aplicações em NTN-B com vencimentos mais curtos, especialmente 2024, quando esses títulos pagavam entre 5.9% e 5.5% acima da inflação, em média. Esses títulos atualmente estão pagando pouco mais de 4.5% e perderam grande parte de sua atratividade. Na nossa visão, é hora de manter o dinheiro em caixa para aproveitar boas emissões, que surgirão cada vez mais, ou aplicar em NTN-B’s mais longas. Por fim, com a volta do dólar aos níveis de 3.15, gostamos de comprar a moeda como proteção de portfólio.

Cenário Externo: Coréia do Norte e Trump

O mês de agosto foi mais um mês marcado pela presença confusa de Donald Trump nas mídias. Os testes militares realizados pela Coréia do Norte ao longo do mês e o conflito racial em Charlottesville colocou o presidente americano mais uma vez em evidência – sua dificuldade em se posicionar, aliada à descoordenação com as comunicações da Casa Branca mantém nossa visão pessimista de que a reforma tributária (muito aguardada pelo mercado) seja aprovada num horizonte próximo. Continuamos otimistas com ações na Zona do Euro e com a moeda EUR como forma de diversificação de investimentos.

 

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